21/04/2016

Jogo de dominó


Resolução de Problemas


1º.) Argumentação Teórica para desenvolvermos o Trabalho com Jogos em Sala de Aula:


Segundo Sá, quando afirma “o jogo responde a uma das preocupações fundamentais do ensino moderno: dar a possibilidade a cada aluno de progredir segundo seu próprio ritmo, valorizando assim a motivação pessoal do escolar, o que permite concluir a importância de se aplicar preferencialmente uma pedagogia orientada para classes da mesma idade”. 

Devemos salientar que a atividade de jogar, se bem orientada, tem papel importante no desenvolvimento de habilidades de raciocínio como organização, atenção e concentração, tão necessárias para o aprendizado, em especial da Matemática, e para a resolução de problemas em geral.    

Os jogos auxiliam também na descentralização, que consiste em desenvolver a capacidade de ver algo a partir de um ponto de vista que difere do seu, e na coordenação dessas opiniões para chegar a uma conclusão. 

No jogo, identificamos o desenvolvimento da linguagem, criatividade e raciocínio dedutivo, exigidos na escolha de uma jogada e na argumentação necessária durante a troca de informações.

Todas as habilidades envolvidas nestes processos, exigem: tentar, observar, analisar, conjecturar, verificar, compõe o que chamamos de raciocínio lógico, que é uma das metas prioritárias do ensino de Matemática e característica primordial do fazer ciência.    


Os jogos especialmente os chamados de estratégicos, têm como meta o raciocínio dedutivo. O raciocínio dedutivo aparece com maior clareza na escolha dos lances que se baseia tanto nas jogadas certas quanto nas erradas e que obriga o jogador a elaborar e a reelaborar suas hipóteses, a todo momento.    

Em relação ao raciocínio lógico, as habilidades de observação, concentração e generalização, além de importantes para o aprendizado, são necessárias para o desenvolvimento do raciocínio indutivo, isto é, o raciocínio que utilizamos para formular hipóteses gerais a partir da observação de alguns casos particulares, muito empregado para justificar as propriedades e as regras da Matemática no ensino elementar. 

Outro motivo para a introdução de jogos nas aulas de Matemática é a possibilidade de diminuir os bloqueios apresentados por muitos de nossos alunos que temem a Matemática e sentem-se incapacitados para aprendê-la.

Uma metodologia a ser trabalhada seria a resolução de problemas, por ser a mais adequada para desenvolver uma postura crítica ante qualquer situação que exija resposta.

Algo interessante a ressaltar são etapas determinadas por Polya para a Resolução de Problemas: 

- Leitura Atenta das regras do jogo para compreender o que é permitido e possível;    

- Levantamento dos dados e formulação de hipóteses;   

- Execução da estratégia escolhida a partir da hipótese inicial;    

- Avaliação da hipótese, isto é, a verificação da eficiência a jogada  para alcançar a vitória.   

È importante salientar que o pré-requisito fundamental da metodologia de trabalho para alcançarmos um bom resultado com jogos com jogos é que nossos alunos saibam trabalhar em grupo, também lembrarmos que o jogo é uma das muitas alternativas para o ensino de Matemática e, portanto, não deve tornar-se obrigatória porque há crianças que não gostam deste tipo de atividade e um último cuidado metodológico que você, professor, deve considerar antes de levar os jogos para a sala de aula, é estudar cada jogo antes.

O importante é o processo e não o produto final.     

Uma possível metodologia a ser utilizada:
     
a)      o jogo deve ser para dois ou mais jogadores, ou seja, não pode ser um jogo “solitário”;
b)      o jogo deve ter regras pré-estabelecidas que não podem ser modificadas no decorrer de uma rodada;     
c)      as regras devem ser formuladas de modo, ao final, só haja um vencedor; 
d)     o jogo não deve ser apenas mecânico e sem significado para os alunos e  
e)      o jogo deve permitir que cada jogador possa fazer a jogada dentro das regras. A sorte deve ter um papel secundário ou mesmo nada interferir.



JOGOS




a)      Contagem e Listagem: Trabalhando no ensino fundamental ou médio. Sugerimos organizar um quadro da seguinte maneira:

·         Na primeira linha colocamos o “zero” combinado com ele próprio e com todos os outros;
·         Na segunda linha o “um” combinado com ele próprio e com todos os outros, exceto com o zero que já foi listado;
·         Na terceira o “dois” combinado ele próprio e com todos os outros, exceto com o “zero” e com o “um” já listados;  
·         A seguir, convidar os alunos a escreverem as outras linhas, listando as outras peças.   
·         No ensino fundamental esta listagem pode ser feita dispondo as próprias peças dessa forma. A sua vantagem educacional consiste em desenvolver hábitos de metodização, preparando o educando para análogas situações-problema tão comuns na Matemática.    


Título: “Explorando uma contagem importante”
Séries de Aplicação: 5º., 6º , 7º e 8º .
Material a ser utilizado: Cartolina ou papelão reciclado, tesoura escolar, canetinhas de pintar e régua.
Tempo estimado desta atividade: 3 aulas, sendo 2 aulas para confecção do jogo e 2 aulas para sua aplicação e validação.  
Conceitos Matemáticos: Contagem, noções de geometria plana: polígonos e simetria, multiplicação (tabuada) e soma simples.        
    

Ao professor: Levar a seguinte questão aos alunos: Qual é a soma dos números indicados em todas as 28 peças do jogo de dominó?

Observações: Cabe ao professor fazer inferências que levem o aluno a compreender a dinâmica deste jogo, “induzindo” o aluno a perceber que a peça de dominó tem a forma de um retângulo e que este pode ser dividido em duas partes iguais pelo seu eixo de simetria horizontal, observando assim dois quadrados. Em seguida pede-se aos alunos observarem as quantidades de quadradinhos que contém sucessivamente: “zero”, “um”, “dois”, ... e “seis”. Deixá-los pensar na regularidade com a qual certa situação irá se repetir por até 6 vezes e assim aguardar possíveis conclusões.              


Resolução: Desde que todo número indicado aparece combinado com todos os outros e com ele próprio, então ele aparece oito vezes, seis com os outros e uma vez com ele mesmo em peça dupla.  
Segue que a soma total será dada por: 8 x 0  + 8 x 1 + 8 x 2 + 8 x 3 + 8 x 4 + 8 x 5 + 8 x 6 = 168


   



                                                                    



Observação Final: Este jogo poderia ser utilizado combinado com o uso do Soroban adaptado para cegos ou confeccionado pelos próprios alunos nas Oficinas, no caso as multiplicações e adições.    



b) Construindo os Quadrados de Yakov Perelmán, russo (1882-1942).  Neste jogo não são necessárias conexões de duas peças de dominó com igualdades das indicações numéricas, elas podem ser conectadas encostando peças com indicações numéricas diferentes.

Construir um quadrado com quatro pecas (vazio no centro) de tal forma que em cada lado se tenha uma mesma soma.

a)      Soma Mágica = 2 

A unicidade neste primeiro caso é óbvia desde que são quatro peças de dominós que podem ser utilizadas, pois, qualquer outra forneceria, ela própria, soma maior que dois.    


             
Somas Mágicas: 10, 10, 12 e 16.


Podemos trabalhar com diversas somas mágicas, observem:





Quadrados

Jogo Matemático

Jogos

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36



Você sabia?
Você sabia que resulta sempre em 111 a soma de 6 números escolhidos na tabela ao lado, desde que se elimine, após cada escolha, a linha e a coluna correspondente ao número escolhido?
Você sabe por quê? Tente provar.

*Pode-se olhar para os números da tabela da seguinte maneira:


1 + 0.6
2 + 0.6
3 +  0.6
4 + 0.6
5 + 0.6
6 + 0.6


1 + 1.6
2 + 1.6
3  + 1.6
4 + 1.6
5 + 1.6
6 + 1.6


1 + 2.6
2  + 2.6
3 + 2.6
4 + 2.6
5 + 2.6
6 + 2.6


1 + 3.6
2 + 3.6
3 + 3.6
4 + 3.6
5 + 3.6
6 + 3.6



1 + 4.6
2 + 4.6
3 + 4.6
4 + 4.6
5 + 4.6
6 + 4.6


1 + 5.6
2 + 5.6
3 + 5.6
4 + 5.6
5 + 5.6
6 + 5.6




Escolhendo um só elemento de cada uma das 6 linhas e de cada uma das 6 colunas, a soma desses elementos será:
1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 6. (0 + 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6) = 111.
Fonte: RPM 48
luciocarnauba@ibest.com.br

Modelo de cidadania digital, jogo online apoiado pela UNESCO leva direitos humanos às escolas




Em formato de pergunta-resposta, recurso didático ensina os direitos do cotidiano.
São muitas as esferas dos direitos humanos presentes no nosso dia a dia. Os direitos à água, ao transporte, à iluminação da rua fazem parte desse conjunto – mas passam, por vezes, despercebidos. O jogo “Diário de Amanhã”, apoiado pela UNESCO e recém-lançado pelo Senac e pela instituição Palas Athenas, chega para ajudar alunos e educadores a se aproximarem do assunto de maneira mais lúdica e didática.
De acordo com a coordenadora da área de tecnologias sociais e desenvolvimento humano do Senac, Regina Paulinelli, a iniciativa foi pensado com o intuito de facilitar o entendimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento-base da legislação, porém bastante denso. A meta é alcançar o maior número de escolas e estudantes com um formato criativo e mais simples, em forma de pergunta-resposta. “As pessoas acreditam que a violação de um direto é uma coisa que acontece em lugares afastados, distantes de nós. A realidade não é essa. O desafio era o de trazer situações mais comuns do cotidiano para dentro da sala de aula”, explica Regina.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) é a realização de uma conquista para a história dos direitos humanos. Proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris, em 10 de dezembro de 1948, foi elaborada por representantes de origens jurídicas e culturais distintas. A DUDH, documento mais traduzido do mundo, tem versões em 360 idiomas, defendendo a igualdade entre as pessoas e os direitos individuais do ser humano. A garantia dos direitos humanos é feita por meio da lei, em formato de tratados e leis internacionais. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi pensada à época da Segunda Guerra Mundial, para prevenir que outras atrocidades voltassem a acontecer.
A proposta é que, ao iniciar o jogo (desenhado em formato de jornal), o professor faça a divisão da turma em cinco equipes, que escolherá avatares e nomes. Feito isso, um vídeo de apresentação histórica sobre a Declaração dos Direitos Humanos se inicia e surgem perguntas e múltipla escolha para as respostas. A segunda etapa, em forma de manchete de jornais e notícias, apresenta uma sequência de 12 missões. “Usou-se a referência de manchete para chamar a atenção para a violação do direito que está sendo noticiada. Desta forma, os alunos precisam impedir que determinada situação de violação ocorra”, explica a coordenadora.
Até a terceira semana de março, o jogo já contava com 769 acessos, dividido entre todas as regiões do Brasil – e também já aplicado em Portugal. Com acesso gratuito e ilimitado, os educadores preenchem um cadastro simples e podem jogar offline. De acordo com Regina, unir as duas formas é uma maneira de facilitar o acesso de pessoas que residem em locais afastados, com menos conexão. “Nós esperamos que o jogo seja compartilhado, com o intuito de alcançar outros territórios, levando o debate e a reflexão sobre os direitos humanos”, diz.
O professor Ricardo Roitburd, do Senac Bertioga (Litoral de São Paulo), já é um entusiasta da plataforma: garante que o “Diário do Amanhã” tem mudado a rotina e o aprendizado dos alunos. “O retorno tem sido positivo e de criar expectativa para aulas futuras no mesmo formato”, assegura.
Roitburd leciona para cerca de 40 alunos com idade entre 14 e 49 anos, nos cursos de organização de eventos, auxiliar administrativo e monitor ambiental. Ele explica que durante suas aulas procura mostrar o jogo como uma forma de discutir os direitos humanos. “Não faço nenhuma explicação prévia, uso o jogo como um ativador dos debates. Depois discuto sobre os problemas da comunidade e a influência dos direitos humanos na vida dos alunos”.
“As situações apresentadas, potencialmente reais que conectam a realidade do aluno com a sala de aula, abrem um canal de comunicação amplo, em que o professor pode abordar temas sensíveis como bullying, preconceito, abuso, entre outros”, conclui Roitburd.